domingo, 1 de novembro de 2009

Mudar...

Nosso problema é querer mudar. Estamos vivendo o paradigma da transformação do ambiente. A ilusão de poder é mudar o que existe, um grande equívoco ocidental. A natureza não vai sobreviver a isso, a proposta da vida é integração, fluir com o meio. E se esse meio sou EU, descortinar o mistério dessa natureza. Você precisa entender que para levar uma semente ao seu destino é preciso saber a que planta ela pertence e quais são suas necessidades essenciais.
Esqueça a mudança, ela o levará cada vez mais longe de si mesmo.
Pratique a consciência (ter-ciencia-de-si), conhecer-se e a natureza vai se encarregar do resto. Entenda de uma vez por todas, você não precisa mudar, você precisa se achar como um escultor encontra a obra viva dentro de um bloco de pedra inerte.

Então...MUDE O PARADIGMA.

Maria Teresa Reginato

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Eu anseio, tu anseias, ele anseia...

Nós ansiamos.
Todos nós ansiamos
Ansiamos uma vida perfeita
uma condição sem frustrações
viver sem sofrimentos.

Todos nós ansiamos
sermos amados e desejados incondicionalmente
nunca sermos preteridos
estarmos no centro de tudo
termos o controle de tudo.

Desejamos SER O TODO

Desejamos a integralidade
a vida na totalidade
Ansiamos frequentar uma escola sem aulas
em regime de recreio permanente
a realização sem esforço
viver sem lutar
a premiação incondicional.

Todos nós queremos da vida o nirvana
e nos afundamos na ansiedade
ao invés de viver o que há para ser vivido.

Eu anseio, tu anseias , ele anseia
uma fantasia da vida
uma ficção.

Contra isso nada será satisfatório o suficiente
ninguém será digno de ser amado o suficiente
nunca estarmos felizes com quem nós somos
ou até onde chegamos...

Não haverá felicidade que dê conta dessa insanidade,
enquanto eu e vc não decidirmos aceitar a vida
como ela nos foi entregue para ser vivida.

Maria Teresa Reginato
http://www.facaterapia.com.br/

domingo, 11 de outubro de 2009

"A catástrofe já está aí...

Disse o filipino remando uma balsa improvisada, em meio à destruição que os ultimos cataclismas provocaram: " a catástrofe já está aí, não adianta mais chorar". Falou isso sorrindo e dando boas vindas à reporter brasileira.
Quando nos imaginamos diante de tais situações não há como supor conseguir sorrir em meio ao cáos. No livro "Por um fio" do Dr Drauzio Varella ( liiiinnnndo) , ele nos relata sobre aquela força que surge em meio às crises, força que não conhecemos no dia a dia quando o medo quase sempre aparece como algo maior que nossa capacidade de superação. Todos já vivemos ou assistimos isso na vida de alguém mas parece que não conseguimos assimilar essa condição humana como algo que estará à nossa disposição quando dela precisarmos. O mêdo não é bom conselheiro nem tem boa memória a não ser para o próprio mêdo - isso é o trauma -. O livro fala sobre experiências de superação nas doenças graves e que elas não estão necessariamente ligadas à cura mas à vivência que se tem do fato. Na verdade somos mais forte do que sabemos ser. Podemos chamar isso de auto-confiança, otimismo ou fé. Desconhecemos a dimensão de nossa força real ou não sabemos ativar as reservas de energia que estão à nossa disposição, dentro de nós. É porisso que as pessoas que ajudam a minorar o sofrimento do próximo se tornam mais auto-confiantes. Aquele que sofre também ofereçe grandes lições de superação, o que minimiza os medos de quem está fazendo parte do processo. Como disse Chico Xavier no livro Fonte Viva:" longe da dor dos outros nossa dor encontra espaço demasiado para crescer". Também o medo precisa de parâmetros de superação para não se tornar paranóico. É certo evitar o contato com o sensacionalismo que explora o sofrimento humano mas isso não deve ser confundido com indifereça, que pode ser uma doença ainda mais perniciosa que o medo. O segredo é olhar para as flores e as dores... porque não há vida sem um nem outro.
Maria Teresa Reginato
http://www.facaterapia.com.br/

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Por que fazer Terapia?


De pronto eu lhe respondo, e por que não?
Vc aprendeu a procurar um oftalmologista quando percebe que não enxerga bem; faz exames periódicos no ginecologista; entende que deve ir ao dentista para uma revisão, pelo menos uma vez por ano; leva seu filho ao pediatra de forma sistemática e tenho certeza que sabe a quem procurar se tiver um problema gástrico. Tudo isso vc aprendeu e entende que é saudável agir assim. Por que não procura um psicólogo? Vc sofre de insônia ou se sente desmotivado para acordar, pode estar vivendo uma angútia cuja causa não consegue definir ou carregando um trauma antigo que interfere muito nas suas reações de hoje, sofre de ansiedade paralizante, perdeu o apetite para conviver com pessoas, está com dificuldades de memória e concentração, vive conflitos que não pode dividir com qualquer um, está vivendo um casamento problemático, não está conseguindo conter o uso de drogas ou é usuário abusivo de álcool. Vc, como muita gente tem uma série de questões que poderia tratar com um psicólogo mas não dá prioridade a isso. É uma questão cultural. Ainda estamos aprendendo a considerar o psicólogo no rol de nossas necessidades de saúde. Até mesmo os convênios resistem à contratação desse profissional e quando o fazem limitam o número de consultas ao modelo médico. Assim sendo, diante do contexto atual, paciente e profissional fazem seus contratos particulares e no final sempre é possivel um acordo.
Maria Teresa Reginato
www.facaterapia.com.br

sábado, 3 de outubro de 2009

Quando digo NÃO me sinto CULPADO

Certa vez li uma definição de culpa que me pareceu bastante apropriada: CULPA É UM SENTIMENTO QUE DIZ QUE EU DEVIA TER FEITO DIFERENTE , ALGUMA COISA QUE PROVAVELMENTE EU NÃO SABIA OU NÃO PODIA FAZER DIFERENTE. Eis uma grande verdade, êta sentimento perverso essa tal de culpa, principalmente essa, de dizer não. A coisa começa na infânçia, nesse ponto Freud tinha razão. A criança está no papel dela, o de explorar a realidade e os limites do próprio corpo assim como de tudo que a rodeia. Os adultos nem sempre tem autoridade para se impor às crianças, hoje muito mais do que antes pq tb se sentem culpados pela ausência que a vida moderna impõe. " Vou brigar com meu filho no pouco tempo que posso estar com ele"? Então a criança não reconhece essa autoridade travestida de indecisão. Resta aos pais apelar para a chantagem emocional:
-Mamãe vai ficar muito triste se vc não comer, papai está decepcionado com vc pq eu trabalho tanto para pagar essa escola cara e vc não quer ir. Na verdade, toda criança tem motivos para dizer não embora nem todos os motivos justifiquem esse não, na visão do adulto. Mas o NÃO, em si, é um exercício da vontade e como tal precisa ser conduzido e não castrado, seja pela violência ou com doces chantagens emocionais. Não estou dizendo nem de longe que é fácil trabalhar os limites na educação de uma criança; tampouco estou fazendo apologia à liberalidade que cria verdadeiros monstrinhos tiranos. Só quero destacar que um adulto saudável precisa saber expressar suas escolhas sem culpa. Não é facil explicar para uma criança sedenta de viver, os limites desse viver, principalmente quando não estamos presente na vida dela porque teremos dificuldade em contextualizar nossa justificativa. Além do mais, toda aprendizagem se faz por repetição e na nossa ausência outros tomam esse papel, com valores e justificativas diferentes. Resta-nos o velho chavão - o tempo que tiver, use-o com qualidade - para que possa criar um ser humano com integridade e determinação, o que não acontecerá se ele não for capaz de dizer NÃO.
Maria Teresa Reginato
http://www.facaterapia.com.br/

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

PRECONCEITO OU ILUSÃO


Tenha em mente e no coração:

Que estamos todos no exato lugar para o qual conduzimos nossas vidas...
que cada pensamento, palavra ou ação equivale a tijolos na construção do destino
e os sentimentos são a massa que os une.

Que nossos inimigos não são nada mais que amigos, mal resolvidos...
e os amigos são irmãos que nasceram de outro ventre
assim como irmãos são pedaços de nós projetados em outro corpo.

Pais são irmãos que chegaram antes e filhos, irmãos que vieram depois...
e nós somos tão somente uma centelha de Deus manifestada no mundo...
semelhantes a pedras, plantas, animais...
água, fogo, terra ou ar...
átomos de um mesmo Corpo Causal do qual tudo se origina.
Portanto...qualquer idéia de separação
é puro preconceito
ou ilusão.

Esteja ciente dessa Unidade e viva isso.
Maria Teresa Reginato

GRATIDÃO- uma questão de saúde mental




Esse sentimento tão valorizado no espaço das religiões, espiritualmente procurado pelos que almejam uma vivência de qualidade superior, pode ser encarado hoje como uma questão de saúde mental. Em um contexto social onde a demanda pelo consumo nos torna insatisfeitos com tudo, a gratidão aparece como um sentimento que nos remete ao agora, sendo um antídoto contra essa ansiedade patológica que corroi nossos melhores momentos com uma sensação de vazio sem fim. Pensamentos de gratidão evocam sentimentos nobres como respeito, confiança, compreensão, adequação, abundância porque percebemos que possuimos tanto quanto quarquer outro, dentro de nossa forma particular de viver. A gratidão é a mãe da alegria, digamos que é a alegria madura, própria dos adultos porque ser adulto significa saber que não existe que nem o tudo, nem o todos, nem o nenhum, tampouco o nada. Todos estamos diante de uma fatia da vida, muito provavelmente aquela que colhemos em nossas escolhas inconscientes. Portanto, de que adianta querer mais se muitas vezes nem sabemos o que queremos ou o que temos. Pratique o agradecer todos os dias e ensine as crianças a agradecer por cada pequena recompensa da vida. Dizer MUITO OBRIGADO traz um bem estar extraordinário, faça a prova


Maria Teresa Reginato


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